domingo, 10 de maio de 2009

Praxe ou humilhação


Caros amigos, passou esta semana na nossa terrinha e ficou marcada pela movimentação estudantil nas ruas e pelas várias romarias até ao local sagrado e engarrafado intitulado NERPOR. Até ai tudo bem, visto ser o local designado para os concertos e as apoteóticas aparições das tunas académicas da semana académica de Portalegre.

Não é por isso que escrevo, até porque acho bastante proveitoso todo este festim na nossa cidade e que a leva a ser falada, quer pelo bem quer pelo mal.

Falo sim, de toda esta envolvência! Da chegada dos caloiros, da recepção dos ditos, das praxes, do enterro dos “bichos”, enfim… loucuras de estudante!

Eu sei o que é tudo isso, na verdade, vivi todos estes momentos e sempre fui muito contestatário relativamente ás abundante humilhações que muita gente considera praxe!

Um à parte…

Quando me chamavam “superior”, o que não considerava na verdade, sentia que tinha algo de importante para “passar” aos meus seguidores, levando a cabo algumas actividades copofónicas e de lazer com intuito dos meus novos companheiros entenderem o que, na verdade, se passava no mundo académico de Castelo Branco (sim! Foi lá que tirei o curso!). Nunca por nunca achei correcto por alguém de joelhos e a olhar para o chão, como se dum escravo se tratasse. Nunca por nunca achei pertinente que um caloiro me fizesse o favor de ir buscar fosse o que fosse, ao sitio que fosse. Eu e os meus colegas de casa fizemos questão de criar situações, onde os caloiros fossem postos á prova em etapas como: o á vontade, a comunicação, a boa disposição e o saber viver o que era SER DO CURSO DE EDUCAÇÃO FISICA!

Continuando…

Agora o que vejo não é assim. Chego ao ponto de considerar muitos dos ditos “superiores” uns autênticos anormais!

Vejo gajos que, única e exclusivamente só querem praxar miúdas que chegam recentemente a um novo mundo e aceitam ajuda de qualquer gajo interesseiro que se queira aproveitar, levando-as a fazer coisas idiotas, humilhando-as perante um bloco de morcegos que se julgam donos do burgo.
Depois vejo os mesmos gajos (por terem um capote e uma fatiota preta se acham os donos do mundo) exibirem-se perante cachopas autenticamente embriagadas (com shot´s pagos por eles!!!) tirando muitas vezes proveito (que numa situação normal, elas nunca aceitariam!), vangloriando-se no dia seguinte perante uma plateia de anormais com os mesmos ideais!

Será isto a praxe?!!??!

Penso que não!
Por vezes vejo gajos que “andaram a passear o caderno” 3 ou 4 anos, a mais que o curso dita, sentirem-se os donos da razão como se do ressuscitar do Batman se tratasse!!! Estes sim, deviam por a mão na consciência e verem que já deviam ter idade para ter juízo e não se entregarem aos rituais de humilhação que observo nos dias de hoje!

Depois dizem-me assim: “aquela gaja nunca aceitou ser praxada e agora anda para ali aos gritos!!!”

Sim gritos!!! Também já vi miúdas que se transformam em autênticas gatas histéricas que se encontram no cio, a gritar como se não houvesse amanha!

ATENÇÃO QUE FALO NA GENERALIDADE!!!


Conheço muita gente (Boa gente, entenda-se!) que leva a coisa a sério, sempre com a finalidade da vida académica ser considerada séria levando a peito os conceitos e ideais que a regem! Malta que estuda (uns mais que outros!), se entrega ás colectividades (uns ás A.E.´s, outros ás Comissões e outros ás tunas) e tenta levar uma vida académica recheada de vivências, mas sempre regida pelas regras estudantis!!!!
Copos e zana? claro que sim! Quando algum estudante acabar o curso, virgem e totalmente sóbrio as torres da Sé vêem abaixo! Pelo que vejo... elas continuam firmes!!!

No entanto, o que vejo, nos dias que correm, são falhas, falhas e mais falhas ao código académico e de praxe! Bem sei que a tradição já não é o que era, mas o que hoje vejo é demais!

Mas como eu sou apenas mais um entre muitos que saiu da roda, resta-me tecer algumas considerações há cerca deste mundo louco … que se diz académico!!!

E assim me vou…

JL :B

1 comentários:

Ze Manel 7 disse...

Companheiro!!! Mais um post que me dá que pensar... É verdade que há momentos em que possam existir alguns abusos por parte de quem faz a praxe...mas repare, o traje deve ser algo que nos orgulhamos de usar, que sentimos que merecemos usar... logo, um caloiro que se recusa a ser praxado, quanto a mim, n merece trajar!! Não são raras as vezes que assistimos a pessoas que como caloiros recusaram praxs a serem os mais duros a praxar... concordo que o espírito académico é mais do que as praxes, mas estas são fundamentais para a integração, ainda sou dos que acreditam nisso... que a praxe deve afectar o caloiro, fisica ou psicológicamente, mas é importante que depois se explique que não são "coisas" pessoais que se estão a passar, que depois daquilo vamos todos beber uns copos e dar vida a esta cidade que bem precisa... polémica, esta questão... :)

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